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COVID19 e a gestão de pequenas empresas

Frente a frente com a epidemia do coronavírus, as empresas estão se esforçando para passar pelas dificuldades econômicas no mês de março. Fluxo de caixa, gerenciamento de funcionários, receitas futuras, paralização de vendas são as principais preocupações do empresariado brasileiro. O coronavírus força um período de quarentena no mercado e os empresários devem se preparar para atravessarem esse período. A Financier Academy preparou algumas orientações para lidar com a crise, que já abala as pequenas e médias empresas.

As empresas em superávit, que gastam menos do que ganham, por enquanto não precisam se preocupar. A preocupação é maior nas empresas deficitárias que vinham atuando com um fluxo de caixa acanhado para pagarem suas dívidas. Nelas, os ativos estacionaram enquanto os passivos cobram a fatura. Ou seja, os custos com funcionários, outras empresas e fornecedores continuam causando dor de cabeça para os empresários.

 

Como lidar com o quadro de funcionários?

 

Empresas maiores entraram num sistema de férias coletivas ou optaram por fazer o temido PDV, Programa de Desligamento de Funcionários. O pequeno empresário precisa ser mais criativo. A principal questão que ele enfrenta é como conduzir o quadro de funcionários. E medida mais imediata é colocar os funcionários que têm férias vencidas em casa. As férias prolongadas são uma forma de atravessar a crise até a empresa recuperar a atividade econômica.

Em tempos de poucas vendas, os empresários vão precisar de menos empregados. Então o corte de pessoal é inevitável. Uma das saídas criativas para empresas menores é propor um acordo coletivo ou a organização de cooperativas. Há casos, que ainda estão sendo estudados, de funcionários preferem continuar trabalhando na empresa a serem demitidos. São negociações novas que dependem da transparência das relações profissionais em cada empresa.

 

Negociação de dívidas e taxas de juros

 

Desde 16 de março, o Conselho Nacional aprovou medidas para simplificar a negociação das dívidas bancárias. As empresas precisam recorrer à elas para alongar o pagamento de suas dívidas e encontrar uma forma saudável de resistirem aos impactos da crise do coronavírus na economia brasileira.

Os ciclos saudáveis de vendas dos produtos de trinta, sessenta ou noventa dias podem se chegar a 180 dias. O maior vilão dos bancos é o Provisionamento de Débito Duvidoso, o PDD. Sai na frente o cliente que renegociar suas dívidas com o banco e evitar o temido crédito duvidoso no balanço bancário. O importante para o empresário é não perder de vista suas taxas de juros e mantê-las em patamares aceitáveis. Não basta ter receita e um bom fluxo de caixa se ambos forem engolidos pelos juros.

A empresa que neste momento tem seus custos e receitas na ponta do lápis terá mais possibilidades de atravessar a crise. Os empresários precisarão fazer um arranjo financeiro para balancear as receitas, que estão comprometidas, e os custos, que continuam os mesmos. Por enquanto, não há nenhuma receita mágica para sair da crise. O momento é de prudência e observação do mercado.

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